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E Agora, Brasil?: Política e economia em debate

E Agora, Brasil?: Política e economia em debate

Empresários e jornalistas discutem cenários do país com o governador de São Paulo

RIO – Governador de São Paulo, estado mais rico do país, e pré-candidato a presidente pelo PSDB nas eleições do próximo ano, Geraldo Alckmin respondeu a perguntas de empresários, editores e colunistas do GLOBO durante o último encontro deste ano da série E agora, Brasil?, realizada pelo GLOBO, com o patrocínio da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e apoio do Banco Modal. O cenário político do país, os rumos da economia e a necessidade de continuidade das reformas da Previdência, tributária e trabalhista dominaram o debate na Maison de France, no Centro do Rio.

O cônsul-geral adjunto da França no Rio, Jean-François Laborie, ressaltou a parceria entre a Maison de France e o GLOBO no evento ao longo do ano:

– Foram encontros nos quais tivemos a oportunidade de debater assuntos importantes para o país. Vejo como muito boa essa parceria em 2017, que buscou sugestões para o futuro – avaliou.

Para o economista e ex-ministro da Fazenda Ernane Galvêas, consultor da CNC, Alckmin mostrou-se seguro para enfrentar uma nova eleição presidencial, caso venha a ser escolhido o candidato do PSDB, opinião compartilhada pelo ex-ministro da Justiça Bernardo Cabral, consultor da presidência da CNC, que foi deputado constituinte ao lado de Alckmin.

– Durante todo o encontro, o governador de São Paulo mostrou-se bem preparado para a disputa presidencial. Conseguiu mostrar como enfrentará os principais desafios do país, em um eventual mandato – disse Galvêas.

Colunista do GLOBO, o jornalista Ancelmo Gois destacou o estilo moderado do governador de São Paulo ao responder aos questionamentos dos convidados:

– Alckmin é o bom moço, sempre um collie em campanhas de pit bulls. Resta saber se isso ajuda ou atrapalha. Com ele todo mundo sabe como será o governo – disse.

Colunista de política do GLOBO, Merval Pereira comparou a eleição do próximo ano com a de 1989, ao avaliar o perfil dos possíveis candidatos:

– Naquele ano, candidatos moderados, como Ulysses Guimarães, ficaram fora da disputa por causa do desempenho de nomes como Lula, Brizola e Collor. Em 2018, poderemos ter Bolsonaro, Lula, o que faz lembrar de 1989. Alckmin estaria entre os moderados.

Para Míriam Leitão, colunista do GLOBO, 2018 será o ano de debater ainda mais os temas importantes para o desenvolvimento do Brasil.

– Mais relevante é discutir ideias para o país, com cientistas, especialistas em Educação.

Lauro Jardim, também colunista do GLOBO, ressaltou a variedade dos temas discutidos:

– Alckmin foi surpreendentemente incisivo sobre vários temas do debate político. Do aborto à privatização, respondeu sobre quase tudo.